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FILTROS SELETIVOS ZEISS USO MEDICINAL* |
Carl Zeiss Vision disponibiliza agora no Brasil sua coleção de filtros seletivos para uso medicinal: lentes oftálmicas com coloração rigorosamente controlada que barram a passagem de comprimentos de onda específicos. Os filtros medicinais Zeiss absorvem completamente
parte do espectro visível, fazendo com que os receptores do olho, sensíveis a esta região, sejam deliberadamente menos expostos e
estimulados, aumentando o contraste entre os receptores sujeitos ao máximo de exposição, e aqueles sujeitos ao mínimo de exposição. Os
filtros medicinaisZeiss podem ser aplicados em lentes sem grau, bem como, na potência esférica ou esferocilíndrica, prescrita necessária
para correção das ametropias. |
Princípios Gerais de Ensaio:
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Não existem critérios objetivos e completamente definidos para determinação e prescrição de filtros medicinais. O filtro mais indicado é geralmente encontrado após testes com as colorações disponíveis,
especialmente nas condições degenerativas do olho, como retinose pigmentar ou retinopatia diabética. Os pacientes efetuam testes
subjetivos comparando o conforto visual proporcionado pelos diversos filtros. Alguns podem preferir filtros diferentes em diversas
condições luminosas do ambiente, para eles pode ser vantajoso possuir mais de um par de óculos, cada um com um tipo de filtro. |
Qual a importância dos Filtros Medicinais: |
Na retina existem basicamente dois tipos de células responsáveis pela visão, os cones e os bastonetes. Os primeiros são responsáveis
pela visão de cores, o segundo pela visão de detalhes e pela visão noturna, necessitando de menor quantidade de luz que os cones para
funcionar. Cada uma das células responde a uma faixa específica de luz.
Várias anomalias visuais se originam do mau funcionamento dos cones, levando a alteração na visão de cores em diversas formas
e intensidades. Podem se apresentar como dificuldade para uma cor específica, para todas as cores e para intensidades de luminosidade.
A seguir, descrições resumidas do estado normal e de situações anormais:
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Filtros F 540, F 560 e F 580 |
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Monocromatismo do cone azul: doença ocular rara. Funcionam somente os cones azuis e os bastonetes. Baixa visão central, nistagmo e má discriminação de cores. Aspecto fundoscópico
quase sempre normal, podendo contudo encontrar alterações. |
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Filtros F 451 e F 452 |
Acromatopsia: nesta afecção há falência geral dos cones. O paciente não percebe cores, distinguindo somente diferenças
de iluminação. O nistagmo é frequente. A acuidade visual é muito baixa, sendo comum o ofuscamento devido à hipersensibilidade dos
bastonetes.
Os filtros medicinais absorvem seletivamente a parte do espectro à qual os bastonetes são sensíveis, reduzindo assim a sensação de
ofuscamento. |
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Filtros F 60, F 80, F 90, F 451, F452, F 540, F 560 e F 580. |
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A escolha do filtro apropriado faz-se por ensaio subjetivo. Colocam-se os filtros diante dos olhos do paciente. Este os usa em
ambientes internos e externos durante tempo sufi ciente para sentir e avaliar seu efeito, o que ocorre habitualmente entre dez e trinta
minutos. Caso seja portador de óculos de grau, colocam-se os filtros à frente dos óculos.
A melhora eventual consiste em redução do ofuscamento, aumento da percepção de contraste e sensação de conforto visual. |
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• Tricromatismo normal: estado de percepção normal das cores. O tricromata normal vê perfeitamente as três cores básicas, verde, azul e vermelho, e qualquer combinação delas, o que lhe permite distinguir a gama completa de cores e matizes.
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• Anomalia tricromática: denominação genética para o estado dos que veem as cores básicas mas sofrem de baixa sensibilidade auma delas. Por isso, percebem mal as cores onde um dos componentes seja a cor básica para a qual tenha sensibilidade. |
• Dicromatismo: situação na qual só há dois sistemas de cones funcionais. A mais comum é a deficiência para o verde e o vermelho, conhecida como daltonismo. Nome dado por ter sido descrita em 1794 pela primeira vez por Dalton (1766-1844), ilustre cientista inglês que padecia desta afecção. Chama-se protanopia a deficiência mais acentuada para o vermelho, e deuteranopia aquela mais severa para o verde. Outro tipo de dicromatismo, mais raro, é a defi ciência para o azul e o amarelo, chamada tritanopia. |
• Monocromatismo: estado no qual existe percepção de apenas uma das cores básicas e suas diferentes tonalidades. |
• Acromatopsia: afecção muito rara que consiste na ausência total de percepção de cores. O acromata vê as cores em preto, branco e tonalidades de cinza.
Indicações oftalmológicas dos filtros seletivos:
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• Retinose pigmentar
• Retinopatia diabética
• Monocromatismo do cone azul
• Acromatopsia
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Retinose pigmentar: doença degenerativa transmitida geneticamente. Admite-se a existência de alterações do metabolismo da retina que comprometem a nutrição de cones e bastonetes, causando perda progressiva da função retiniana, inicialmente periférica e mais tarde central.
Os primeiros sintomas consistem em redução da visão em locais pouco iluminados e defi ciência de adaptação à mudança de ambientes com luminosidades diferentes. O diagnóstico se faz pelo quadro clínico associado às lesões de retina características.
A sensibilidade ao contraste baixa e a sensação de ofuscamento aumenta. Em muitos casos os fi ltros medicinais melhoram estes sintomas, proporcionando conforto visual ao paciente. |
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Filtros F 60, F 80 e F 90 |
Retinopatia diabética: as alterações acometem principalmente as camadas médias e internas da retina, responsáveis pelo processamento neural do contraste da imagem. Em casos avançados, o paciente se queixa de ofuscamento e dificuldade de adaptação da claridade para a obscuridade e vice-versa.
Os fi ltros medicinais aliviam o ofuscamento e melhoram a adaptação por absorção da porção do espectro à qual os cones são sensíveis. |
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